Reflexões de ônibus 2 – Começo de etapa

Bem conveniente que meu primeiro “dia útil” de fato do ano comece com chuva. É um convite à reflexão (e a uma postagem, que vinha sendo cobrada pela dona deste blog há algum tempo…)

É engraçado como deixamos o tempo passar e, num estalo, percebemos aonde chegamos tão rápido. Começo meu último ano de faculdade e devo terminar 2013 como engenheiro formado. Até dezembro, tenho que me desdobrar com 12 disciplinas, duas linhas de pesquisa, dois concursos pra tentar, além de claro, ter uma vida nesse meio tempo.

O que me faz pensar é perceber que tudo isso passou rápido demais. Quando na sua cabeça você mal saiu da adolescência, e nem tem muita certeza do que quer da vida, você acorda um dia e percebe que no caminho irremediável de ter que começar a nadar com os tubarões LOGO. E que pra boa parte dessa jornada você está sozinho.

Não quer dizer algo ruim, deixe-me explicar: há certos fardos na vida que você precisa levar sozinho. Assumir a responsabilidade e seguir em frente. Seja na escolha de uma profissão, de um amor, de amigos…

Bem, não sei se minha explanação ficou clara, ou só fez sentido na minha cabeça. O que quero dizer é: começo a última etapa de uma jornada que me acrescentou bastante coisa, e estou prestes entrar na parte mais longa dessa maratona que é a vida. Assusta um pouco, mas promete muita coisa boa.

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Reflexões de ônibus 1 – O mundo que não acabou

Passo pelo menos duas horas por dia, cinco dias da semana, dentro do ônibus. É tempo pra caramba, que a partir de hoje vou compartilhar com os leitores e amigos do blog. Todos os posts dessa série serão simples, pois serão upados direto do celular. Também deverão ser curtos, por isso, não se preocupem 😉

Hoje, 21 de dezembro de 2012, o mundo não acabou. Convenhamos que ninguém levava muito a sério essa história, que ciclicamente se repete, de uma data específica da qual todos esperam que nossa existência como humanidade se apague. É, não foi dessa vez. Como vi num tweet aleatório hoje, “se os maias não conseguiram prever o fim do seu próprio povo, que dirá da humanidade”.

Não quero expressar aqui minhas convicções e crenças, mas não consigo parar de pensar em como o ser humano, por mais medroso que possa ser, anseia por mudança. Por algo que sacuda sua vida e mude toda sua perspectiva. Mesmo o maior dos fãs da rotina gosta de uma surpresa, a conta-gotas, aqui e ali no marasmo da existência.

No fundo, todo mundo quer alguma pequena mudança de rota. Uma nova pessoa na vida, um novo emprego, saúde melhor.

Pra essas coisas não se precisa de um fim do mundo. Na realidade, nem de um dia específico, um Ano Novo cheio de promessas vazias e repetitivas. Na hora que quisermos, podemos “acabar nosso mundo” e começar outro novo em folha; seja enxergando as pessoas por um outro ângulo, batalhando por um objetivo ou lutando contra uma adversidade que pareça insuperável.

Portanto, aproveite o dia (ou o fim de semana) e repense na vida. Nunca é tarde demais pra recomeçar. Acabar seu mundo e começar outro. Sem dramas, sem mortes. Apenas com mudanças de atitude.